Por que investir no ramo alimentício?

Atualizado: 26 de Jul de 2019


Se você está aqui, lendo este post, provavelmente está procurando alternativas para empreender, mas ainda não tem certeza sobre o segmento do seu negócio, ou, simplesmente é uma pessoa antenada que gosta de conhecer as tendências de mercado.


Então, você está lendo o post certo! A seguir, vou elencar alguns motivos para você começar a empreender no ramo de serviços alimentícios, segmento que não pára de crescer no Brasil.


O que você vai ler neste artigo?


  1. As empresas e ramos que mais crescem no Brasil

  2. Serviços de alimentação

  3. Alimentação saudável

  4. Planejamento é essencial

  5. Formalização do negócio


1 - As empresas e ramos que mais crescem no Brasil


Uma pesquisa recente da Serasa Experian, apontou que em 2018, o Brasil bateu recorde de abertura de empresas com 2,5 milhões de formalizações, aumento equivalente a 15,1% se comparado ao ano de 2017. Desde que a pesquisa teve início, em 2010, este foi o maior crescimento alcançado.


Outro dado relevante da pesquisa, apontou que, dentre os tipos jurídicos: Sociedade Limitada, Sociedade Anônima, Empresário Individual, Empresário Individual de Responsabilidade Limitada e Microempreendedor Individual (MEI), este último representou mais de 81,8% das formalizações e foi o que mais cresceu em 2018, com mais de 2 milhões de microempreendedores, crescimento real de 19,1% comparado com 2017.


Veja abaixo o percentual de crescimento dos MEIs desde 2010:


% MEIs formalizados
Fonte: Serasa Experian

Além disso, dentre os segmentos melhores colocados, o ramo de serviços alimentícios ocupou o 1º lugar, com 8,2% de crescimento em relação a 2017.


Abaixo segue o ranking dos 10 segmentos melhores colocados:


Ranking 10 maiores atividades
Fonte: Serasa Experian

A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), em pesquisa publicada em fevereiro deste ano, informou que o setor brasileiro de alimentos registrou um crescimento de 2,08% em faturamento no ano de 2018, atingindo R$ 656 bilhões, somadas exportação e vendas para o mercado interno, o que representa 9,6% do nosso PIB.


Ou seja, é um crescimento em cadeia, ao passo em que os serviços alimentícios crescem, a indústria alimentícia cresce também, pois esta é a fornecedora principal do primeiro.



2 - Serviços de alimentação

Apesar de não existir uma definição exata, os serviços de alimentação são atividades de preparo de alimentos, que ocorrem, especialmente, fora do domicílio, podendo ser consumida em qualquer local.


Alguns exemplos de serviços de alimentação: bares, padarias, restaurantes, confeitarias, food truck, etc. Os serviços se estendem também àquelas pessoas empreendedoras que possuem habilidades no ramo, assim como as confeiteiras, cozinheiras e salgadeiras (não sei é assim que se denominam) que trabalham, na maioria das vezes, em sua própria residência.




3 - Alimentação saudável

Uma pesquisa recente, realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, revela que 80% das pessoas se esforçam para ter uma alimentação equilibrada, enquanto, 71% preferem produtos mais saudáveis.


De acordo com a agência de pesquisas Euromonitor Internacional, este segmento de alimentação saudável no Brasil, deve crescer, em média, 4,41% por ano até 2021.


A #alimentacaosaudavel possui mais de 5 milhões de publicações no Instagram, sem contar com as suas variações (com ç, til, acento agudo, etc), ganha até de #copadomundo, que possui cerca 1,7 milhões de publicações. Será que as pessoas estão se preocupando menos com futebol?

Na verdade, as pessoas estão cada vez mais preocupadas em manter hábitos saudáveis de vida. Produtos com qualidades nutricionais mais elevadas e com potencial de prevenção de doenças, além de revigorarem a indústria alimentícia, contam também com os avanços científicos na área da saúde.


Então, não trata-se apenas de uma tendência, sobretudo, trata-se de mudança de hábitos para obtenção de uma vida mais saudável.


4 - Planejamento é essencial

O último estudo Causa Mortis (Sebrae-SP, 2014), que aponta "O sucesso e o fracasso das empresas nos primeiros 5 anos de vida", destacou em sua edição, que mais da metade dos empreendedores não realiza o planejamento estratégico antes do início das atividades do estabelecimento, o que pode ser prejudicial ao negócio. Planejar tende a aumentar as chances de sucesso do negócio.


Se você ainda não tem tantos recursos financeiros, ou, ainda que tenha, não possui a segurança necessária para abrir o seu negócio, seguem algumas dicas infalíveis para começar, imediatamente, o seu planejamento.


Provavelmente, você já ouviu nos 4 Ps de marketing, então, vamos começar por eles:


  • Produto: O que você oferta? Determine o seu nicho, identifique quem é o seu alvo. Quer um exemplo? Nosso mercado em potencial, é o de serviços alimentícios e, como sugestão deste post, escolheremos o nicho de preparação de alimentos saudáveis. E, se filtrarmos ainda mais, conseguiremos definir quais serão os tipos de alimentos preparados, ou seja, o nosso produto: sucos naturais, saladas, refeição completa, etc e quem será o nosso público: escritórios, indústrias e pessoas que se preocupam com alimentação saudável, etc.


  • Praça: Onde você oferta? Escolha o local (praça). Iniciará em sua casa mesmo, ou alugará algum espaço especifico? Além disso, será importante verificar a estrutura necessária para o local escolhido, se for em casa, reserve um espaço para armazenar a sua matéria-prima, utensílios, embalagens, etc. Agora, se alugar um local, poderá ter um espaço melhor e definir onde será a cozinha, depósito, banheiro, estacionamento, etc. Lembre-se que, para ambas as situações, como trata-se de manipulação de alimentos, obrigatoriamente, precisará de licença da Vigilância Sanitária do seu município, ok? Definir o local onde atuará é um filtro importantíssimo para definição do seu produto.


  • Preço: Por quanto você oferta? Para definir o preço do seu produto, você não poderá deixar de levar em consideração todos os gastos do seu negócio, os quais incluem, o investimento necessário para iniciar o seu negócio e, principalmente, os custos e as despesas. De uma maneira bem genérica, os custos são os valores gastos na produção do seu serviço ou produto: matéria prima, energia e água aplicada na produção, salários e os encargos do pessoal da produção. Já as despesas não estão relacionadas diretamente à produção, mas são gastos necessários à obtenção de receitas e ocorrem para a comercialização do seu produto, por exemplo, materiais de escritório, materiais de divulgação, manutenção do site e redes sociais, etc. De posse destas informações, você saberá o quanto gastará para produção do seu produto e o quanto poderá cobrar (preço) por ele para garantir o lucro desejado.


  • Promoção: Como você oferta o seu produto? Há algum tempo, você até poderia dizer que anunciar era algo possível, apenas para grandes empresas, mas hoje, com o fácil acesso à internet e a popularização das redes sociais e aplicativos de serviços de entrega, qualquer negócio pode divulgar o seu produto, por um valor muito mais acessível. Portanto, adotar alguma estratégia de divulgação, é obrigatória, independente do tamanho do seu negócio. Portanto, defina em quais canais ofertará o seu produto (loja física, rádio, panfletos, redes sociais, etc), levando sempre em consideração os gastos e o efetivo engajamento do seu público.


4 - Formalização do negócio


Após planejar o seu negócio, você terá boa parte da lição de casa feita. O passo seguinte é legalizar o seu negócio, constituir uma pessoa jurídica.


Você precisará obter os registros necessários à legalização do seu negócio, tais como:


  1. CNPJ;

  2. Inscrição Estadual;

  3. Alvará de funcionamento na Prefeitura;

  4. Licença da Vigilância Sanitária;

  5. Licença de Corpo de Bombeiros;

  6. Autorização para emissão de Documento fiscal; e

  7. Certificado Digital para emissão de documento fiscal e para o cadastramento da empresa no e-Social (Dispensado para MEI, desde que não possua funcionários).

De posse destes documentos, com certeza, muitas portas se abrirão para o seu negócio, você aumentará o seu poder de negociação com fornecedores, pois poderá comprar no atacado e em seu próprio CNPJ - a maioria das indústria atacadistas não revendem para pessoas físicas - . Você poderá também abrir uma conta bancária em nome de sua empresa, emitir boleto, receber os pagamentos em máquinas de cartão de crédito, etc. Sobretudo, com um bom planejamento tributário, poderá pagar menos impostos também.


E, por fim, não se esqueça, para todo negócio, mesmo que pequeno, aperfeiçoe sempre seus produtos e serviços, pois estar atualizado em relação às tecnologias do setor, inovar em processos e procedimentos e investir em capacitação, aumentará ainda mais as suas chances de sobrevivência no mercado.


Para formalizar o seu negócio conte com o auxílio de um contador dedicado; a Gonçalves & Ribeiro tem sempre um especialista à sua disposição.



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